Os mais entusiasmados com o surgimento das novas tecnologias (que hoje não são mais tão novas) adoram pensar no fim da “mídia tradicional”. Todo dia alguém tenta matar o rádio, TV, jornal, revistas, etc. “Publicidade Digital é o FUTURO!” – Nem tão rápido.
Segundo o Wall Street Journal o Google pulou de um investimento de 0 em 2008 para um investimento de mais de 69,3 milhões de dólares em publicidade na televisão. O crescimento se repete quando falamos de jornal, revistas, rádio e outdoor, que pula de 4 milhões em 2008 para mais de 20 milhões em 2011. A obviamente a tendência é que esses números aumentem muito em 2012.
Na próxima vez que você ouvir alguém falar que a mídia tradicional está morta, lembre-se que até o poderoso Google, que vive de publicidade digital, também investe na casa do inimigo.
Muito legal a ação da Oral-B com a campanha “Boca a Boca” que utiliza as redes sociais Instagran e Facebook em prol da prevenção da gengivite.
A ação estimula a cumprir uma missão de fotografar risadas postando fotos no Instagran com a hashtag #instamissionoralb (em parceria com o #Instamission - projeto de fotografia feito colaborativamente usando o aplicativo) para ajudar a divulgar a campanha da Oral-B.
Participar dessa missão ajuda ainda a divulgar o projeto Dentistas do Bem, que cuida do sorriso de milhares de jovens.
A ação é uma estratégia muito bem feita de branding e redes sociais que posiciona e associa a marca com uma causa social, além de fortalecer e divulgar a empresa de uma forma direta e super bem vinda ao target.
Já viciado no Instagran, também participei da missão #Instamissionoralb com uma foto do sorriso da minha filha Isabella.
No próximo mês, o Facebook coloca no ar uma página voltada ao universo publicitário, na intenção de integrar os criativos para ajudá-los a desenvolver campanhas diferenciadas dentro da rede social.
O Facebook Studio foi pensado porque, de acordo com a recém-contratada gerente de marketing do site, Jennifer Kattula, uma das maiores reclamações acerca do Facebook é que ele possui praticamente um formato único de propaganda, que não permite som ou vídeo, além de ter um tamanho muito pequeno. Continue lendo →
Pois é. A Schin contratou a Sandy para substituir a Paris Hilton como garota propaganda da cerveja Devassa. Muita gente achou que não tem nada a ver contratar uma moça comportada nesse contexto, mas o fato é que a campanha gerou um buzz danado e ficou nos trending topics do Twitter por três dias seguidos (coisa rara). A pergunta que fica no ar é se o “falem mal, mas falem de mim” também ajuda a construir uma marca.
A adidas apresenta sua nova campanha global “all adidas”, criada pela Sid Lee, de Montreal, e adaptada no Brasil pela Lew’Lara\TBWA e pela ID\TBW.
A campanha, que tem o Messi como um dos destaques, reunirá pela primeira vez todas as linhas da companhia: Sport Performance, Originals e sub-marcas de Sport Style em uma identidade única de marca, comprovando abrangência e diversidade em suas divisões de atuação.
A animação feita em stop-motion pela Microsoft aproveitou o lançamento em Blu-ray do cinematográfico Avatar para alfinetar a concorrente Apple.
Recém exibida nos Estados Unidos, a peça mostra dois notebooks de papelão viajando em um avião. Para passar o tempo da viagem, o computador com windows começa a exibir o longa Avatar. Ao começar a sessão, o Mac, que não possui a tecnologia, pergunta: “o que é isso?”. E o Windows responde: “É Blu-ray”.
O Outback Steakhouse lançou uma promoção mobile em sua rede de lojas. Nas mesas do restaurante, havia displays que estimulam os clientes a acessar um site mobile e fazer o download do cupom móvel.
Para utilizar o cupom, o cliente deveria mostrar a tela do celular na próxima visita à loja, o que garantia uma sobremesa grátis.
O cupom era gerado com nome da loja, com código de validação com data e hora do download.
Dois amigos mostram como que, com uma idéia criativa e um texto divertido, conseguem comprar no e-bay uma bicicleta BMX, usada, velha e feia por U$27,50 e vender por R$134,50 após apenas alguns dias.
A idéia é tão boa que foi comentada em diversos blogs, sites e no twitter como o melhor anúncio já publicado no e-bay, o que fez com que a velha e feia bicicleta torna-se uma boa oportunidade de compra.
O vídeo é um exemplo de como que uma idéia criativa e saber como e o que dizer faz a diferença no jeito as pessoas dão valor a um assunto ou produto.
Cada vez mais, as agências lá de fora vem investindo na conquista de espaço na mídia – o que muitos chamam de mídia espontânea por aqui (apesar de não ser espontânea e, sim, estimulada). Aliás, essa prática é algo que emprestamos do pessoal de RP, que já faz isso há anos.
Com os anunciantes buscando maximizar seu ‘retorno sobre o investimento’ na comunicação, essa tem sido uma forma interessante de amplificar a mensagem e multiplicar a verba. Além disso, como essa ‘mídia conquistada’ é espaço na pauta de jornais, revistas, telejornais, blogs, sites e principalmente pela disseminação pelas próprias pessoas (via youtube, por exemplo), a credibilidade tende a ser muito maior do que a de uma campanha ‘solicitada’ pelo anunciante. Apesar de exigir um certo investimento e muita criatividade, o retorno tende a valer a pena (quando o trabalho é bem feito) e a mensuração é bem mais fácil.
Um bom exemplo é a campanha The Best Job in The World, que levou vários prêmios em Cannes no ano passado (o videocase pode ser visto aqui). Com um investimento de AU$1,7 milhões, teve retorno de mais de AU$70 milhões em mídia conquistada. No próprio festival de publicidade em Cannes, cada vez mais as campanhas focam nesse tipo de estratégia. É só ver nos videocases os resultados demonstrados em conquista de mídia.
Abaixo, segue outro exemplo bem recente:
O insight, neste caso, foi de que o ambiente não precisa ser chato. A diversão proporcionada pela abordagem se espalhou naturalmente. Aliás, segundo o Clause Moseholm, da agência Go Viral, especialista no assunto, a chave é investir em conteúdo que divirta as pessoas.
Já podemos dizer que, mais do que divertir, tem muito a ver com aquela tensão que o pessoal da CP+B tanto fala: é entender o contexto cultural do público e modificá-lo. Esse ‘choque’, quando positivo, se transforma em tensão criativa e as pessoas passam a falar sobre o assunto. O bom humor é apenas uma das maneira de fazer isso. Aliás, parece simples mas não é. O case abaixo, criado pela agência Seven, de Blumenau, não tem nada de divertido mas, com as devidas proporções, foi um sucesso em termos de mídia conquistada:
Essa prática, no entanto, ainda não é tão comum no Brasil. Seria porque a maioria das agências ainda depende das comissões de mídia para viver? Ou seria algum outro motivo, como comodismo (por parte da agência e também dos clientes), por exemplo?
De qualquer maneira, se há um lugar em que essa mudança pode começar, ele se chama Planejamento. Afinal, é ali que são estabelecidos os objetivos da comunicação.
Excelente vídeo com maneiras criativas de utilizar o código de barras.
Ao invés de atrapalhar, os códigos de barra podem ajudar o design da embalagem/produto ficar mais criativo, agregar valor ao produto e despertar a atenção do consumidor.
O vídeo é do case que ganhou o Cannes Lion Tit anium, em 2006. Apesar de antigo, é muito bacana. Vale a pena ver!