Na primeira eleição presidencial brasileira após a bem sucedida campanha digital online que elegeu Barack Obama nos Estados Unidos, as coordenações das duas principais candidaturas já estruturaram seu núcleo de internet e decidiram o que importarão para a internet da experiência americana de dois anos atrás: uma extensa base de dados dos possíveis simpatizantes e muita informação em áudio e vídeo para municiá-los no embate político.
A diferença é que cada lado irá dar prioridade ao seu conteúdo na rede em acordo com a estratégia definida pelas cúpulas da campanha. O PT insistirá nas comparações entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ao passo que o PSDB tentará levar à rede o embate de biografias entre seu candidato, José Serra, e a petista Dilma Rousseff.
A expectativa de ambos é fazer com que a acirrada disputa que se verá na tevê, no rádio e nas ruas seja abastecida com informações fornecidas pelas campanhas na internet e amplificadas dentro e fora dela pela rede de apoiadores obtida nas redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. Os dados também serão divulgados pelos telefones celulares.
Essas deverão ser as principais influências da campanha americana, já que não há grandes perspectivas de doações financeiras online, por dois motivos: o baixo crédito dos políticos ante a opinião pública e a falta de tradição no país de que pessoas físicas colaborem com dinheiro para as candidaturas. A expectativa da presença da tecnologia da informação, porém, é bem alta. Tanto que, desde o ano passado, tucanos e petistas conversam com os dois principais nomes da campanha de Obama: Scott Goodstein, da empresa Revolution Messaging; e Ben Self, da Blue State Digital.
Goodstein foi ” diretor online externo ” de Obama e cuidou da estratégia nas redes sociais e nos celulares. Conseguiu 2 milhões de simpatizantes no Facebook, 1 milhão no MySpace e mais de 100 mil no Twitter. Criou ainda o ” Obama Mobile ” , com mensagens de texto, site móvel (WAP) e downloads de conteúdo pelo celular. Continue lendo →